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L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

Amor em Mãos Penitentes

por lcferreira, em 08.08.10

 A tempestade passou, por agora.

 Eu gritei e chorei, tu gritaste apenas, raramente choras, será que choras? As águas amainaram, sente-se a calma nas mãos, de tão palpável que é. Uma conversa vai resolvendo, a discussão só gera afastamento. Fomos marcados pela vida e isso percebe-se nas águas turvas que jorram de nós quando em vez. Penitentes sem saber porquê, sentenciadores duma razão mal percebida.

 Dizes que tudo vai correr bem, espero que tenhas razão, nem sempre a tens. Prometes melhor. Eu também.

 Se eu tentar e tu tentares, temos mais hipóteses, um barco não anda para a frente se só se remar de um lado, anda aos círculos sobre si próprio. E isso não é caminho.

 Tenho esperança em nós, apesar de tudo, sou de uma ingenuidade louvável, li muitos contos de fadas, o amor vencerá todas as adversidades.

 Chamei-te nomes. Não me arrependo, foi o que senti, afogar o que sentimos faz mal ao coração, deixa-o pesado e passível de explodir da maneira errada.

 Gozo a paz das tuas mãos de amor nestas horas perdidas, quero guardá-las junto ás minhas. Aceito o teu abraço de desculpas e benzo-me com esperança...

O Telefone caíu-me das Mãos

por lcferreira, em 05.08.10

 

 O telefone caíu-me das mãos que não param de tremer. Não consigo falar, balbucio e gaguejo, já não me conheço.

 Mentes, és um monstro, um dos mais horríveis que encontrei. Como é possivel que possas me tratar assim e ainda dizeres que me amas? Mentiras, só vejo mentiras a escorrer de ti. Para o meu bem?! Se eu achasse que era para o meu bem, a iniciativa partiria de mim.

 Não é o mais importante e isso não devia ser um problema desta grandeza. O amor e a dedicação que te dou, essas deviam ser o mais importante. A tua falta de confiança em mim é estapafúrdia e seria algo de que me riria se não doesse tanto. Não cometi os teus erros, não fiz nada de errado, não mereço isto.

 Mal consigo ver as letras com que escrevo, as mãos não cessam de tremer e tu não atendes o telefone que me desligaste na cara e nas lágrimas. Não consigo parar de chorar, toda eu dói.

 Só me apetece chamar-te nomes e mandar tudo fora, todos os dias destes dois anos. Tremo cada vez mais, não paro de chorar. Que vida é esta? O que andas a fazer-me? Estás a destruír-me, a derrubar-me, sabes que tenho tendências depressivas, estás a atirar-me para um poço de onde não sei se conseguirei sair. Monstro. Cabrão.

 Fará se não me amasses...

Amo-te

por lcferreira, em 01.08.10

 Amo-te. Amo-te com tudo o que digo e tudo o que calo. Amo-te com o corpo todo, desnudo, oferecido. Amo-te com a loucura das ninfas e a doçura das virgens. Amo-te, tão alto que me ensurdece e tão baixinho para que ninguém oiça. Amo-te com cada inspiração e expiração de ar. Com cores, cheiros e sabores, amo-te. Quando estás e quando estás ausente. Muito, pouco, assim-assim, dependendo do humor. Com humor, com mal-humor, amo-te na mesma. Suada, molhada, ébria, tua. Quando acordo e adormeço e no intervalo de ambos.

 Amo-te.

Até chegares

por lcferreira, em 01.08.10

 Lá ao longe, onde nada perturba a paz de existir, ficou o meu coração. Guardado a sete chaves d'oiro e rubis. Rasguei o peito e saquei-o para fora, magoado que estava, mal batia, tinha de o resguardar do próprio sentir. Por trás dos vales e dos montes, a seguir ás cascatas de água doce, fica a caverna de todos os corações doridos, foi onde o escondi. Onde, por todas as mais válidas razões, o quis esconder para todo o sempre.

 Aí se ficou por muito tempo até tu cruzares o meu caminho e as chaves se desfazerem em pó. Trago o coração no peito e no teu colo o guardo.

Depois de cair

por lcferreira, em 01.08.10

 Madrugada. Inda as palavras dormiam enquanto eu despertava sem vontade. Muda. Dormiam as palavras e o som que fazem quando saltam boca fora, dormiam silenciadas, dormiam silenciosas. Vibravam dentro de mim, as palavras, queriam que as deixasse acordar e voar, voar na ponta da minha pena, na ponta da minha língua.

 E eu, inda deitada, as palavras a ecoar dentro do meu peito, a reclamar por liberdade, vim poisar-me aqui, a vê-las ganhar forma. Eram então, estas as palavras que agora voam.

 

 Fui um bicho, orgulhoso, que não sabia nem queria pedir ajuda. Forte, fraco, um bicho do qual não tenho saudades. Fui um anjo de asas queimadas e caídas, um demónio de aluguer. Magoei. Chorei. Enraiveci. E mesmo assim, não pedi ajuda. Fiz mal. Quis fazer tudo sozinha. Não consegui. Caí. Mais do que uma vez.

 E veio o tempo, mudou-me. Cosi as asas, levantei-me, ouvi o que dizia o meu coração. Abri os braços para o amor. Não sou a mesma, já não um bicho. Não acabada, não estagnada, consigo mais da vida. Sei que sim, vou fazer com que assim o seja. Não sozinha contra o mundo. Contigo.

 

 Vem sentar ao meu lado...

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