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L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

Oh! Se Dói!...

por lcferreira, em 14.06.11

 E agora?...

 

 

Aos Noivos

por lcferreira, em 11.06.11

 O amor é um dom maior que um apelido num papel. É ser o ombro mais forte de alguém, o porto mais seguro. Haja amor! Que ele se mostre e em vós se invada. Por muitos e bons anos...

Talvez de Hoje em Diante...

por lcferreira, em 05.06.11

 A minha aguarela agridoce

 Feita de sombra e de luz

 Geme com gemeria se fosse,

 Por eterna, minha cruz.

 

 A minha paleta privada

 É um arremesso da má-vontade

 Arremessada em mim, ó santificada

 Personificação da Verticalidade.

 

 Utopia, quem diria

 Que me achasse 'inda tão formosa e nova

 A bagagem que o ópio trazia

 Seriam os sapatos com que iria para a cova.

 

 Machadadas, machadadas, sempre machadadas

 O auto-de-fé mais frio e melhorado

 Nas costas, nas mãos, na voz, machadadas

 A limitar o voo conquistado.

 

 Lealdade a um nome que não se esquece

 Por um Povo que vive a viver fingir

 Um País que já não se parece

 Consigo mesmo, e se está a sumir.

 

 Por entre estas capas de Fado falso

 E esta onda do deixar andar

 A andar veloz para o cadafalso

 A minha aguarela vai-se a apagar.

 

 Glorifica-se o estado de analfabetar

 Que falar com modos é antiquado

 Os homens de amanhã vão acordar

 Ignorantes do poder do próprio legado.

 

 Um legado de bravos conquistadores

 Homens sedentos de aventura

 Poetas, fadistas, célebres navegadores

 De um tempo que não se perdura.

 

 A minha terra chora

 Pela estupidificação das massas

 Maldita que não chega a hora

 De (ó Portugal!) sacudir-te as traças.

 

 

Não Olhes Para Trás

por lcferreira, em 04.06.11

 Não voltes, não voltes. Não me dês esperança nem ânsia. Não voltes as costas, não olhes para trás.

 Deixaste-me aqui, no frio escuro da noite estrelada, sem ti, quase sem mim mesma. Abandonaste-me, sem pejo nem arrependimento, porque os hás-de ter agora?... Não, não voltes. Não quero mais desse amor disfarçado, dessa dor enunciada, desse chorar que não se cala.

 

 Foste e eu, sozinha na penumbra de mim, içei-me do buraco negro do teu legado, fiquei em pé, por mim.

 Agora que te dás conta dos erros do teu julgar, do rumo das tuas escolhas insensatas, acreditas que ainda sou tua, que esperei por ti.

 

 Não sou mais tua, sou minha, sou desta noite a que me entregaste, não voltes. Não sejas mais o vilão, o mau senhor, basta que não voltes.

 

 Dei-te o que sabia, o que tinha, o que não podia. E tu partiste. Não voltes, o que era de ti, já se foi.

 

 

No Me Olvides

por lcferreira, em 02.06.11

 Quando eu partir, na madrugada da mudança, levo-te comigo, a aquecer-me a existência.

 

 Foste a minha companhia inesperada e surpreendente, uma lufada de ar fresco no meio do bafo quente destes dias infernais.

 Quando eu me for, verás que não fui, que vou deixar-te recados sempre que possível, que vou querer saber novas das tuas aventuras, que vou ser tudo o que conheces.

 

 Não olhes para mim com esse modo revoltado, percebe que a mudança é precisa e válida, que a vida dá sempre uma maneira de nada se perder, quando é o que queremos.

 

 Não, não te esqueças de mim. Eu sei que não me vou esquecer de ti.

 

 

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