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L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

Contigo?...

por lcferreira, em 24.05.11

 Não sou igual sem ti, sem o teu cheiro forte, sem teu passo firme. Não sou. E não gosto.

 

 Peço-te que voltes, que olhes para o que deixaste acontecer e retornes. Eu sei que não partiste. Mas parece. Não estás aqui como suposto, estás e não te sinto, sinto que não te tenho. Sinto um turbilhão no peito, uma tempestade na cabeça, um sem número de coisas más e vis, que não quero, que não gosto, mas que estão cá dentro de mim, a consumir-me, a esgotar o meu amor, a testar a minha saúde. E tento que as entendas mas não consigo e isso só me faz sentir pior, apenas me deixa mais triste e cansada e derrotada. Deixa-me sem conseguir respirar.

 

 Estou cansada de ter esperança, cansada de estar cansada, exausta na espera de um milagre, duma intervenção divina que não chega e não se dá. Sinto-me velha, encarquilhada, fora do meu tempo e do meu jogo, outra de mim que não eu. Esta não sou eu. E tu não entendes, não vês. Não percebes que me perdes por não estares aqui, onde eu estou, a tentar, mesmo com mau ar, mas a tentar, a falar, a querer melhorar, a saber que não falar e dar mais tempo às coisas que mal estão, não vai ajudar, não tem ajudado. Não estás aqui, envolto no enredo da tua vida complicada, sem desejar mais complicações a acrescentar a muitas. Eu também as tenho. Mas estou aqui, não fui a lado nenhum, não finjo que está tudo bem. Talvez fosse mais feliz viver numa ilusão que fabricasse para me amenizar a alma. Mas seria viver em mentira e eu não aprendi a viver a vida assim, recuso-me, não aceito viver assim.

 

 Talvez estivesse enganada quando acreditei que o amor salvava tudo, que bastava amor entre duas pessoas para fazer rodar o mundo da melhor maneira, talvez tenha sido ingénua, inocente, crente numa fábula infantil. Parva. Não contei que amar, não dá vontade às pessoas para fazer melhor, achas que o tempo resolve o que é nosso de resolver, juntos, sem guerras civis, sem feridos, sem sangue derramado. O tempo tem ares de cura mas não aqui, não agora, não nisto. Isto é nosso de ultrapassar e eu não sei se queres.

 

 Precisamos de ajuda, eu preciso de ajuda, encurralada que estou neste remoinho de negatividade e lágrimas em que me encontro. Preciso de ti, presente, com vontade, sem dizer que o tempo a que se arrastam os problemas não é assim tanto como eu faço parecer, nesta ânsia de mudar o rumo que escolheste tomar e nele me arrastar. Todo o tempo que perdemos, não é recuperável. Dizeres que é, não faz de ti ingénuo nem inocente.

 

 Faz de ti mentiroso.

 

 

Desabafo

por lcferreira, em 11.03.11

  O meu amor chama por ti, pela tua mão fria na minha face febril.

  Tráz de volta a inocência e a descoberta de outros tempos, quando não pensávamos saber tudo um sobre o outro...

 

 

O que vem tarde nem sempre vem tarde demais

por lcferreira, em 08.03.11

 

 Mais um ano que se foi e eu estive aqui, contigo, por ti e por mim, por nós, pela fé em nós.

 Por amor eu estive, estou aqui.

 

 Este amor não é fácil, somos ambos difíceis(oh se somos!), cada um com a sua quota-parte de paciência para o outro.

 Ser ''normal'' não é um objectivo que consigamos alcançar, inventamos a nossa própria normalidade e aproveitamo-la como nos é possível. Muitas vezes em desacordo...

 

 Temos tudo para dar certo, temos tudo para dar errado, tentamos o certo porque sabemos ser capazes do errado. Batemos com a cabeça na parede, gritamos, suamos, choramos(eu choro), damos 8 e 80 de nós. No fim, vemos que mais difícil que sermos nós, é deixarmos de ser nós, e voltarmos a ser eu e tu no singular.

 

 Não vou ficar sem ti. Vou continuar a lutar, a acreditar, a apoiar-me na fé quando o dia não for bom. Vou continuar a errar. E a tentar fazer melhor depois de errar.

 

 By the way...

 

Deste Lado do Muro faz Dor

por lcferreira, em 07.11.10

 Já não sei quanto tempo faz desde a última guerra. Tenho a cabeça em turbilhão. Choro sozinha deste lado do muro que levantaste, do lado da solidão que não conhece fim.

 

 Perguntas-te se te amo, tendo em conta o comportamento. E eu pergunto-te o mesmo, que deste lado do muro, eu não sinto o teu amor.

 Amo-te, pois se não, não seria explicável este revirar de pedras, se eu  não te amasse, eu não gritava nem faria de tudo para ter a tua atenção. Se eu não te amasse, eu não chorava.

 

 

 Sinto a tua falta e faz-me doer o coração a falta que não te faço, o quão bem consegues passar sem mim, o quão  rapidamente essa ideia de liberdade te passa frente aos olhos.

 

 Estás zangado. Eu sei. E tu, que sabes tu? Saberás o quanto mal se imperam as noites sem ti? Que fazes parte integrante de todas as minhas ideias de futuro, que te tenho comigo todos os dias no pensamento? Saberás o que dói que não tentes sequer esconder que nem te lembraste de mim todo um dia? Que te esqueças das datas que importam e nada por elas faças, porque amanhã ou outro dia distante será para ti um dia tão bom quanto este para comemorar? Que tenhas sempre algo mais urgente para fazer do que olhar para mim, chegar-te a mim? E no entanto, sinto da tua parte uma indicação de que não deveria estar zangada, que não lhe ganhei o direito por exagerar ou por gritar ou porque simplesmente tu não dás para esse peditório.

 

 Disseste que faço de ti um monstro. Como não se é assim que te comportas?

 

 Não baixas o muro. Ameaças que é hoje que se acaba tudo. Talvez seja pelo melhor, já sobrevivi ao desamor antes. Não quer dizer que o quisesse ou queira.

Chamo por Ti

por lcferreira, em 19.09.10

 A noite faz-se sentir e eu não consigo adormecer. O meu corpo ferve, chama por ti. Pede que o tomes, que o sorvas, que o engulas em ti.

 Pede o teu toque prometido e todos os arrepios de espinha que lhe dás a conhecer.

 A dor e o prazer, o prazer da dor, a dor do prazer, o agridoce sentir do teu corpo no meu.

 

 Ter-te no roçar das peles transpiradas, é deleite inagualável, benesse aguardada com excitação. É subir aos céus e cair nos infernos, tocar as nuvens e os fogos, tudo de uma vez, uma e outra vez.

 

 Ser tua, quão quisera que fosse já!...

 

 Espero por ti, madrugada adentro, com o corpo a ferver e a alma aflita, espero que me venhas tirar do mundo e me faças rainha do nosso próprio Universo.

À espera que me notes

por lcferreira, em 06.09.10

 Estar ébrio não é estar 'alegre', consegue  ser basrtante deprimente. O estômago arde, os movimentos não saem da forma mais célere, a fala atropela-se a si própria.

 

 Estar ébrio é pedir atenção, maneira mais errada não haverá certamente, pedir 'olha para mim, estou aqui', é ver-se sem outra forma de se ser notado. Esgotar toda a convencionalidade das palavras e passar á frase errática que advém do líquido destilado. É ter uma razão para se ser tresloucadamente opositor do rumo tomado, como se a discordância por si só não fosse razão válida. Estar 'com os copos' dá ênfase ao que temos a dizer.

 

 Ou faz com que me ligues menos ainda. E eu conencida dessa impossibilidade.

 

 Não me dás razão, sóbria ou ébria. Não pensas com o coração.

 

 

 O jantar está feito se é o que te importa.

Sobre as frias neves definhando

por lcferreira, em 30.08.10

 Sinto-me a esmorecer neste circo de Inverno que montaste para nós, uma rosa a murchar sem que ninguém o note.

 Deitada na cama a ver o dia fugir pelas frestas da janela mal aberta, é a minha vida que por ali se escapa?...

 

 Eu gostava de ser feliz e contente com o sunâmbulismo das neves e gelos que me dás a comer, essa impávida e serena espreita dos dias e noites que se seguem uns aos outros. Desculpa-me mas não consigo.

 Talvez seja eu. Sim, pode ser isso, pode ser algo em mim que me impede de ver o quão maravilhoso pode ser este modo de ver a vida, pode pois... Se ao menos assim fosse...

 Quero cores, calor, sol, palavras. Não preciso de folia desenfreada, também gosto do silêncio.

 Equilíbrio, é tudo quanto peço. Sai da tua zona confortável...

 

 Estou cansada de me sentir cansada de dizer-te tantas vezes o mesmo, amor.

 

 Estou a perder a cor e as folhas e as minhas pétalas pedem que as salves das intempérides e dos ventos gelados. Consegues?...

Para Lá

por lcferreira, em 15.08.10

 Para lá de onde a vista alcança, ficam os dias que se perderam e os amores que morreram.

 Mãos de fadas, mãos de mel, cerdas dum qualquer pincel, para lá de onde a vista alcança.

 Lá, no buraco negro que todos os ontens pintaram, jaz morto, frio e mirrado, o amor deitado fora.

 Todo o amor não escolhido, aquele em que ninguém pegou, para lá de onde a vista alcança, esquecido e amontoado por entre dias queimados.

 

 Negro o rubro de outrora, doente o que já deu vida, amor sangrado e desprovido de si mesmo.

 Que nunca faças morrer, este que a ti te tenho, este amor escarlate não quer ser negro, para lá de onde a vista alcança.

Espinhosos, Eu e Tu

por lcferreira, em 08.08.10

 Como explicar? Eu e tu?...

 Algo de belo e espinhoso, amor e revolta, muito amor para aguentar o tamanho que a revolta alcança.

 Eu e tu. Flores raras e mortais, venenosas para si mesmas.

 Digo tantas vezes que te amo que ás vezes me esqueço de me deixar levar simplesmente pelo que sinto, sem sentir necessidade de o racionalizar. Somos assim, simples e extremamente complexos. Humanos.

 Não o desejaria de outra maneira... Nenhuma história grande se constrói facilmente.

 Nem a felicidade.

O Telefone caíu-me das Mãos

por lcferreira, em 05.08.10

 

 O telefone caíu-me das mãos que não param de tremer. Não consigo falar, balbucio e gaguejo, já não me conheço.

 Mentes, és um monstro, um dos mais horríveis que encontrei. Como é possivel que possas me tratar assim e ainda dizeres que me amas? Mentiras, só vejo mentiras a escorrer de ti. Para o meu bem?! Se eu achasse que era para o meu bem, a iniciativa partiria de mim.

 Não é o mais importante e isso não devia ser um problema desta grandeza. O amor e a dedicação que te dou, essas deviam ser o mais importante. A tua falta de confiança em mim é estapafúrdia e seria algo de que me riria se não doesse tanto. Não cometi os teus erros, não fiz nada de errado, não mereço isto.

 Mal consigo ver as letras com que escrevo, as mãos não cessam de tremer e tu não atendes o telefone que me desligaste na cara e nas lágrimas. Não consigo parar de chorar, toda eu dói.

 Só me apetece chamar-te nomes e mandar tudo fora, todos os dias destes dois anos. Tremo cada vez mais, não paro de chorar. Que vida é esta? O que andas a fazer-me? Estás a destruír-me, a derrubar-me, sabes que tenho tendências depressivas, estás a atirar-me para um poço de onde não sei se conseguirei sair. Monstro. Cabrão.

 Fará se não me amasses...

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