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L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

O Rosto de Fel era Jovem

por lcferreira, em 14.07.11

 

 Mudaste de um dia para o outro e eu percebi. Mesmo quando dizias que não, eu percebi. És uma coisa, não é possível que sejas humano. Não há pingo de humanidade no teu íntimo e pior, não te faz diferença. É essa a diferença entre nós, sou humana demais. Erro, oh se erro!, digo e faço coisas não entendidas ou mal interpretadas, sou assim. Não sou biónica, choro e grito e tenho ataques de histerismo, sou depressiva mesmo antes de ser moda sê-lo. E tu... meu amor que me disse amar e agora já não, tu és a face mais visível da crueldade que conheci ultimamente. Tão bonito e tão doce e tão arrebatador. Tão podre por dentro como nunca vi. Para ti é normal roubar um coração e dá-lo de comer aos mares. Para mim não. Amei-te.

 

 E agora já não.

 

 

Cuida-o

por lcferreira, em 10.03.11

 O meu coração voou, fugiu-me das mãos. Quedou-se nas tuas portadas fechadas, ficou-se lá pela noite.

 Que venha o dia a nascer de sol raiado e abras as portadas de par em par até que o encontres e guardes. Que o livres da má sorte brindada e o aqueças no teu regaço suave.

 

 Qu'ele é teu.

Deste Lado do Muro faz Dor

por lcferreira, em 07.11.10

 Já não sei quanto tempo faz desde a última guerra. Tenho a cabeça em turbilhão. Choro sozinha deste lado do muro que levantaste, do lado da solidão que não conhece fim.

 

 Perguntas-te se te amo, tendo em conta o comportamento. E eu pergunto-te o mesmo, que deste lado do muro, eu não sinto o teu amor.

 Amo-te, pois se não, não seria explicável este revirar de pedras, se eu  não te amasse, eu não gritava nem faria de tudo para ter a tua atenção. Se eu não te amasse, eu não chorava.

 

 

 Sinto a tua falta e faz-me doer o coração a falta que não te faço, o quão bem consegues passar sem mim, o quão  rapidamente essa ideia de liberdade te passa frente aos olhos.

 

 Estás zangado. Eu sei. E tu, que sabes tu? Saberás o quanto mal se imperam as noites sem ti? Que fazes parte integrante de todas as minhas ideias de futuro, que te tenho comigo todos os dias no pensamento? Saberás o que dói que não tentes sequer esconder que nem te lembraste de mim todo um dia? Que te esqueças das datas que importam e nada por elas faças, porque amanhã ou outro dia distante será para ti um dia tão bom quanto este para comemorar? Que tenhas sempre algo mais urgente para fazer do que olhar para mim, chegar-te a mim? E no entanto, sinto da tua parte uma indicação de que não deveria estar zangada, que não lhe ganhei o direito por exagerar ou por gritar ou porque simplesmente tu não dás para esse peditório.

 

 Disseste que faço de ti um monstro. Como não se é assim que te comportas?

 

 Não baixas o muro. Ameaças que é hoje que se acaba tudo. Talvez seja pelo melhor, já sobrevivi ao desamor antes. Não quer dizer que o quisesse ou queira.

Amor em Mãos Penitentes

por lcferreira, em 08.08.10

 A tempestade passou, por agora.

 Eu gritei e chorei, tu gritaste apenas, raramente choras, será que choras? As águas amainaram, sente-se a calma nas mãos, de tão palpável que é. Uma conversa vai resolvendo, a discussão só gera afastamento. Fomos marcados pela vida e isso percebe-se nas águas turvas que jorram de nós quando em vez. Penitentes sem saber porquê, sentenciadores duma razão mal percebida.

 Dizes que tudo vai correr bem, espero que tenhas razão, nem sempre a tens. Prometes melhor. Eu também.

 Se eu tentar e tu tentares, temos mais hipóteses, um barco não anda para a frente se só se remar de um lado, anda aos círculos sobre si próprio. E isso não é caminho.

 Tenho esperança em nós, apesar de tudo, sou de uma ingenuidade louvável, li muitos contos de fadas, o amor vencerá todas as adversidades.

 Chamei-te nomes. Não me arrependo, foi o que senti, afogar o que sentimos faz mal ao coração, deixa-o pesado e passível de explodir da maneira errada.

 Gozo a paz das tuas mãos de amor nestas horas perdidas, quero guardá-las junto ás minhas. Aceito o teu abraço de desculpas e benzo-me com esperança...

O Telefone caíu-me das Mãos

por lcferreira, em 05.08.10

 

 O telefone caíu-me das mãos que não param de tremer. Não consigo falar, balbucio e gaguejo, já não me conheço.

 Mentes, és um monstro, um dos mais horríveis que encontrei. Como é possivel que possas me tratar assim e ainda dizeres que me amas? Mentiras, só vejo mentiras a escorrer de ti. Para o meu bem?! Se eu achasse que era para o meu bem, a iniciativa partiria de mim.

 Não é o mais importante e isso não devia ser um problema desta grandeza. O amor e a dedicação que te dou, essas deviam ser o mais importante. A tua falta de confiança em mim é estapafúrdia e seria algo de que me riria se não doesse tanto. Não cometi os teus erros, não fiz nada de errado, não mereço isto.

 Mal consigo ver as letras com que escrevo, as mãos não cessam de tremer e tu não atendes o telefone que me desligaste na cara e nas lágrimas. Não consigo parar de chorar, toda eu dói.

 Só me apetece chamar-te nomes e mandar tudo fora, todos os dias destes dois anos. Tremo cada vez mais, não paro de chorar. Que vida é esta? O que andas a fazer-me? Estás a destruír-me, a derrubar-me, sabes que tenho tendências depressivas, estás a atirar-me para um poço de onde não sei se conseguirei sair. Monstro. Cabrão.

 Fará se não me amasses...

Até chegares

por lcferreira, em 01.08.10

 Lá ao longe, onde nada perturba a paz de existir, ficou o meu coração. Guardado a sete chaves d'oiro e rubis. Rasguei o peito e saquei-o para fora, magoado que estava, mal batia, tinha de o resguardar do próprio sentir. Por trás dos vales e dos montes, a seguir ás cascatas de água doce, fica a caverna de todos os corações doridos, foi onde o escondi. Onde, por todas as mais válidas razões, o quis esconder para todo o sempre.

 Aí se ficou por muito tempo até tu cruzares o meu caminho e as chaves se desfazerem em pó. Trago o coração no peito e no teu colo o guardo.

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