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L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

Eu Sou o Sonho Que Não Usa Sorrisos

por lcferreira, em 06.10.11

 Sonhei com um amanhã que não existe, um sorriso que me arrancaram do peito.

 

 Sou um ser ausente da realidade, invento um hoje só para mim, ninguém lá entra, ninguém quer. Sou uma falha de existir, aqui permaneço sem saber porquê, para quê.

 Não sinto como se tivesse vindo do ventre de minha mãe, é como se me tivessem deixado abandonada num mundo que não é meu, num corpo que não reconheço, uma voz que não é igual à que vive na minha cabeça, um coração que chora mais que vive.

 

 Sou um pedaço perdido da alma que habitei, num tempo mais longe do que a memória alcança. Um lamento vago da terra batida, um sopro de um vento que aquece o céu.

 

 Sou menos do que sonhei ser, não percebo as demandas desta vida enredada em si.

 Nem sei se quero...

 

 

Quem Pediu Outra Volta?

por lcferreira, em 28.09.11

 A Vida virou-se de cabeça para baixo, de pernas para o ar. Abriu os braços para o céu e atirou-se para a relva.

 

 Virou as costas à sorte e aos favores do sentir, deixou-se ficar sem defesas, abraçou a tempestade.

 

 Já não há dias felizes na Terra do Nunca, o carrocel parou e os póneis fugiram.

 

 O Amor morreu, e não houve mais Vida, o funeral deu-se sem choros nem rosas.

 

 

 Quero deixar de ser infeliz, quero ser ar e nele me entregar, sem medo do que o coração me vai dar a escolher.

 

 

O Telefone caíu-me das Mãos

por lcferreira, em 05.08.10

 

 O telefone caíu-me das mãos que não param de tremer. Não consigo falar, balbucio e gaguejo, já não me conheço.

 Mentes, és um monstro, um dos mais horríveis que encontrei. Como é possivel que possas me tratar assim e ainda dizeres que me amas? Mentiras, só vejo mentiras a escorrer de ti. Para o meu bem?! Se eu achasse que era para o meu bem, a iniciativa partiria de mim.

 Não é o mais importante e isso não devia ser um problema desta grandeza. O amor e a dedicação que te dou, essas deviam ser o mais importante. A tua falta de confiança em mim é estapafúrdia e seria algo de que me riria se não doesse tanto. Não cometi os teus erros, não fiz nada de errado, não mereço isto.

 Mal consigo ver as letras com que escrevo, as mãos não cessam de tremer e tu não atendes o telefone que me desligaste na cara e nas lágrimas. Não consigo parar de chorar, toda eu dói.

 Só me apetece chamar-te nomes e mandar tudo fora, todos os dias destes dois anos. Tremo cada vez mais, não paro de chorar. Que vida é esta? O que andas a fazer-me? Estás a destruír-me, a derrubar-me, sabes que tenho tendências depressivas, estás a atirar-me para um poço de onde não sei se conseguirei sair. Monstro. Cabrão.

 Fará se não me amasses...

Depois de cair

por lcferreira, em 01.08.10

 Madrugada. Inda as palavras dormiam enquanto eu despertava sem vontade. Muda. Dormiam as palavras e o som que fazem quando saltam boca fora, dormiam silenciadas, dormiam silenciosas. Vibravam dentro de mim, as palavras, queriam que as deixasse acordar e voar, voar na ponta da minha pena, na ponta da minha língua.

 E eu, inda deitada, as palavras a ecoar dentro do meu peito, a reclamar por liberdade, vim poisar-me aqui, a vê-las ganhar forma. Eram então, estas as palavras que agora voam.

 

 Fui um bicho, orgulhoso, que não sabia nem queria pedir ajuda. Forte, fraco, um bicho do qual não tenho saudades. Fui um anjo de asas queimadas e caídas, um demónio de aluguer. Magoei. Chorei. Enraiveci. E mesmo assim, não pedi ajuda. Fiz mal. Quis fazer tudo sozinha. Não consegui. Caí. Mais do que uma vez.

 E veio o tempo, mudou-me. Cosi as asas, levantei-me, ouvi o que dizia o meu coração. Abri os braços para o amor. Não sou a mesma, já não um bicho. Não acabada, não estagnada, consigo mais da vida. Sei que sim, vou fazer com que assim o seja. Não sozinha contra o mundo. Contigo.

 

 Vem sentar ao meu lado...

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