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L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

L.C. Ferreira Word

Porque tudo o que conheço não chega, porque nunca direi vezes suficientes e porque sim...

change

por lcferreira, em 14.08.14

o mundo mudou perante os olhos vazados de quem não dorme. vestiu-se de um fel que abandona as vestes sagradas e escondeu-se dentro do bolso húmido de uma noite de tempestade. o mundo deixou de ser o lugar onde os sonhos comandam o ser e tornou-se no canto vergonhoso do universo. um embróglio de fotos assexuadas e de dizeres embriagados. o mundo mudou porque a natureza dos homens tem o condão de ser um alastrar de doenças venéreas.

 

um voo para marte fica por quanto?

E o Mundo criou o Dinheiro para Alimentar a Solidão

por lcferreira, em 19.12.10

 O mundo mudou e as gentes do mundo mudaram com ele, por ele.

 As caravelas naufragaram por esses mares fora, são meras recordações de outro tempo.

 

 E as gentes, ai as gentes!...

 

 Sombras de quem foram, resíduos de humanidade apodrecida em si, magoadas sombras de sorrisos apagados.

 Vendidas e compradas sem pejo, sem olhar a meios, sem que se levante uma só voz a contrariar estes leilões de almas.

 

 EU... Eu tenho embaraço da roda que o mundo deu, tenho um revolver estomacal que não me deixa esquecer que o problema é a negação do problema.

 

 Tudo se vende e tudo se compra, não se olhando a vontades alheias, despojos de amor e de dor, em negociações de esquina onde nada se ganha e pouco se conquista.

 

 O mundo tem cores que o céu roubou e tem luzes que as estrelas invejam. Estão nos corações vendidos por migalhas das minhas gentes, estão nos seus olhos cansados. Nas mãos que a terra carcomeu, nos lábios que o vento cortou. Vendidos todos eles, tão singulares e cheios de estórias...

 

 As minhas gentes solitárias que se vendem por menos do que alguma vez sonhado, aflitas que estão por contacto humano, loucas gentes sem uma mão que em si se poise.

 

 Quem dá mais?!...

 

 

 

Ode da Alma

por lcferreira, em 08.12.10

 Alma viajante, sonhadora. Almejas mais do que o de ti esperado. Alma escura e sombria, depressiva, devassa. Alma sem alforria, prisioneira do sentir e do querer.

 

 Tu que te empinas quando te sentes não vista. Tu que gritas e chutas quando é a injustiça que bate á tua porta. Que choras e soluças por amor e dor. Que me guias e me levas pelo braço, tantas vezes por caminhos errados. Tu em mim e eu tua.

 

 Alma minha. Ora um arco-íris, ora de negritude vestida, luz e escuridão por mim adentro. Carimbada com uma aura que não se vê e não se explica.

 Das calçadas, das esquinas, dos trovadores idos e das lavadeiras de ontem, é pedaço deles também. Lusa, tão Lusa e tão pouco...

 Apaixonada, descrente, triste, sofrida, esperançosa, doente, pura, conspurcada, louca, sã...

 

 Alma, és todo um mundo dentro da minha pele e do meu sangue.

 

 

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